GatoNet: central de TV por assinatura pirata é desmantelada pela Polícia Civil no Rio

De acordo com a Polícia Civil, o prejuízo pode chegar a R$ 5,5 milhões. Até o momento, oito suspeitos foram presos.

As investigações da operação batizada de “Router” apontam que funcionários e ex-funcionários de empresas do ramo de internet, telefonia e televisão estariam participando em conjunto de um esquema para a venda destes equipamentos. Mais de 90 roteadores foram furtados até o fim de setembro de 2018, em um valor estimado de R$ 60 mil cada.

Segundo a polícia, essa é uma forma de levar o sinal clandestino de TV a cabo para as comunidades.

“Esse mercado clandestino de roteadores furtados que alimenta também as milícias que montam gatonet, além de outras empresas que prestam serviço no ramo de internet e TV a cabo”, afirmou o delegado Moisés Santana.

Ainda segundo a polícia, estimativa é que as empresas que tiveram esses equipamento furtados tenham tido prejuízo de R$ 5,4 milhões. “Entre os criminosos há funcionários e ex-funcionários, utilizando de uniforme e equipamentos dessas empresas para as quais eles prestavam serviço”, garantiu o delegado.


O grupo conta com mais de dez pessoas, que dividem as funções entre os que furtam os equipamentos e os que preparam os roteadores para a comercialização, chamados pela Polícia Civil de braço operacional e braço administrativo, respectivamente.

A quadrilha realizava o repasse dos roteadores por sites de venda, anunciando os equipamentos por até R$ 25 mil. Parte dos acessórios furtados era entregue a outros grupos com atuações ilegais no ramo de telecomunicações, conhecido popularmente por “gatonet”.

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